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2014 também vai dar o que falar

O ano de 2013 foi tão denso em acontecimentos importantes que poderia se dizer, para ficar em uma expressão manjada, que o ano ainda não acabou. Muito do que ocorreu prosseguirá exibindo consequências e oferecendo desdobramentos.

Por essa razão, o blog MentePlural resolveu fazer uma lista de palavras e assuntos que serão temas de reportagens e debates acalorados nas redes sociais nos próximos 11 meses. Confira:

Manifestações – Os eventos de junho nas ruas do Brasil devem recrudescer em 2014, segundo analistas políticos. Em parte por causa da Copa, em parte em razão das eleições presidenciais. De fato, as manifestações abriram raro precedente na história brasileira. Mas não devem repetir neste ano a força de 2013. Como vinha acontecendo no segundo semestre, os protestos se restringiam a grupos específicos, sem maior poder de mobilização – pelo menos não a ponto de reunir 200 mil pessoas, como foi registrado no Rio de Janeiro.

Exemplo disso foram as previsões de tumultuadas manifestações para o 7 de setembro, algo não confirmado pelos fatos. Dilma Rousseff discursou diante de paradas militares sem ser importunada. O palpite do blog é de que manifestações devem preocupar governo e Fifa até o início da Copa em junho. Depois disso, independentemente do resultado do Mundial, os protestos devem ser minados pela fragmentação das opiniões partidárias, às vésperas das eleições.

Copa do Mundo – Poucas semanas após a Copa das Confederações, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, admitiu que cogitou cancelar a competição-teste em razão dos protestos – carros da Fifa chegaram a ser apedrejados em Salvador, tumultos atrapalharam a chegada de torcedores aos estádios em pelo menos duas capitais.

No ano da Copa do Mundo, as demonstrações de indignação devem dar lugar à expectativa pelo desempenho da seleção de Luiz Felipe Scolari nos gramados brasileiros. Neymar, lesões, Neymar, lista de convocados, Neymar, Bruna Marquezine, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e os palpites furados de Pelé devem concentrar as atenções. O país voltará a se unir, como nas manifestações de junho, mas por outros objetivos. Notícias sobre gastos públicos, atrasos em obras e falhas de infraestrutura serão rapidamente ofuscadas por notas supostamente jornalísticas sobre bastidores das outras seleções e de outros craques, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Eleições – A polarização entre PT e PSDB, ou esquerda e direita, alcançará pico histórico nas querelas virtuais do Facebook e Twitter. Opiniões serão tratadas como fatos incontestáveis, textos de comentaristas serão encarados como grandes reportagens. Haverá pouco filtro. E os internautas vão sofrer com doses cavalares de intolerância e insultos gratuitos em suas linhas do tempo e também nos fatídicos “comentários dos leitores”. Minha aposta para a eleição? Muita gritaria e pouca mudança. Refiro-me aqui ao poder legislativo, um dos alvos dos protestos.

Economia – Inevitavelmente o clima eleitoral tomará conta do debate econômico: liberais x conservadores, liberal-democracia x social-democracia. Prepare-se para a guerra de números. O país cresceu ou não cresceu? Desemprego aumentou? E a inflação? IPCA ou IGP-M? Índice do mês ou acumulado dos últimos 12?

Políticos, analistas e comentaristas (disfarçados de jornalistas) vão citar as mais inacreditáveis fontes para defenderem suas teses. O breve duelo entre Luiza Trajano e Diogo Mainardi é só uma pequena mostra do que vem por aí. Aguente firme! Discernimento e informação serão a chave para analisar o noticiário e tirar conclusões condizentes com a realidade econômica do país.

Rolezinho – O tema que encerrou 2013 continuará dominando 2014: o famoso rolezinho. O viés político, de luta de classes, levou o assunto das redes sociais para cafezinhos e conversas de bar. As opiniões variam do “tem que prender todo mundo” ao “tem que invadir mesmo esses templos do capitalismo”. Difícil ficar alheio ao tema.

O assunto foi bastante debatido na imprensa nos últimos dias, mas acho que ainda não se esgotou. Afinal, os adolescentes não vão desistir de ir ao shopping só por causa de toda essa repercussão. Não vou dar minha opinião sobre o rolezinho. Sugiro a leitura deste texto esclarecedor aqui.

Selfie… não, agora é Braggie – A palavra do ano de 2013 deve ser substituída por um vocábulo tão revelador quanto no terreno da vaidade humana. As fotos Braggie, postadas com cada vez mais frequência nas redes sociais, não se restringem à figura da pessoa (Selfie). Elas mostram principalmente o contexto da imagem com o nobre objetivo de… causar inveja nos demais. Simples assim. E aí tome-se fotos em praias, restaurantes (com pratos de dar água na boca, evidentemente) e muitas poses sexy. Exibição aqui é a regra.

Perspectivas um tanto negativas para 2014? Nem tanto.

Prometo que o próximo post será mais otimista. 😉

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